Salve Pessoal!
Hoje o assunto é deveras diferente do habitual, mas com certeza faz todo o sentido de ser postado aqui. Tudo começou em uma conversa com minha mentora e gerente Ana Prado e realizei que sempre ou me esquivava do assunto, ou era raso quando me questionam: “no que você acredita?”. Pois vou contar a respeito dessa minha crença, o meu momento e, principalmente, do meu aprendizado e descobertas a respeito.


Bom, enfim, no que acredito? Primeiramente que todos têm alguma — e não me refiro aqui a religião. E que devemos amar ao próximo: o que é difícil pois a própria definição de amor é um tanto quanto deturpada atualmente… na minha concepção poderia se resumir a “dar ao próximo sem esperar nada em troca”. Só isso? Não, e aí vem a parte interessante.

Fé e Amor são a base de tudo. Traduza para seu próprio entendimento: Seu sonho é ter 1 milhão de dinheiros antes dos 30? Antes de mais nada você acredita ser possível, mesmo sem ter evidências claras da possibilidade disso. E, com foco nesse objetivo, uma força toma conta de ti para que o alcance. Troque o objetivo financeiro que citei por uma casa, seu próprio negócio, a pessoa com quem se relacionar, sua família… Agora substitua “acreditar sem ser ter evidências” e “força que toma conta de ti” pelas palavras que mais se adéquem a você… no meu contexto chamo de fé e amor — que nada tem a ver com religiosidade ou romance.

A pergunta que normalmente se segue é: mas qual o propósito? Acredito fortemente que tudo o que fazemos com verdadeira fé e amor nos perpetuam. De maneira poética, estou dizendo que nossa essência se espalha por tudo onde depositamos nossas crenças, nosso amor, nosso eu. Nunca se arrepiou ao ouvir determinadas músicas nas quais somos capazes de sentir o mesmo que o intérprete, compositor e músicos queriam transmitir? Ou mesmo quando entendemos profundamente o sentimento imerso em uma pintura? E isso não se limita somente a arte. Biologicamente nos perpetuamos em nossos filhos. No ramo do conhecimento, nos perpetuamos ao ensinar. Cada pessoa com quem interagimos com esse sentimento, direta ou indiretamente, leva também um pouco de nós, de nossa essência.

Podemos e normalmente colocamos o amor e a fé também no âmbito profissional. Você realmente nunca fez um trabalho tão apaixonadamente que lhe frustrou cada intempérie ocorrida as quais, na sua visão sobre como este deveria ser executado, não poderiam estar acontecendo? Mesmo recebendo salário para tal, tratou aquele projeto como seu e fez de tudo para que tivesse sua marca nele? Teve um êxtase tal na conclusão que seria capaz de derramar lágrimas de alegria… eu também sinto isso. Esse sentimento vai além do “sentimento de dono” como é comumente pregado por especialistas em motivação. Você coloca muito mais que simplesmente o esforço necessário para realizá-lo.

O que venho aprendendo nos últimos meses opera muito sobre como lidar com tudo o que acontece com as coisas que amo e que não estão ao meu alcance — e a dar o devido valor as coisas que estão. Os primeiros meses do ano não foram fáceis por uma série de motivos, inclusive me levando a iniciar um acompanhamento psicológico que só deixei de ser teimoso (em falta de uma palavra melhor) aceitando ajuda externa (e se você está lendo isso, saiba que serei eternamente grato!). E, das primeiras lições aprendidas, é que não tenho controle sobre tudo. No máximo por mim mesmo e, no momento dessa descoberta, era exatamente o que me faltava. Eu queria ter o controle sobre vários aspectos da minha vida que eram externos a mim — e falhei miseravelmente justamente pois não há como ter controle sobre as outras coisas. Somente sobre minhas ações, sentimentos e entendimento sobre o que me rodeia. E essa foi uma lição fundamental para mim.

Dado que só tenho controle sobre mim, foi hora de aplicar esse conhecimento… Haha, como se pudesse ser feito em um passe de mágica… corrigindo: ainda estou aplicando. Um dos problemas do amor, ainda pegando carona nas artes, é que é um sentimento que pode te cegar. Acabamos as vezes por empregar tanto de nós em algo que não vemos com clareza toda uma situação. Podemos negligenciar coisas básicas dentro da nossa expertise — como interação entre pessoas em um processo ágil. Qualquer coisa em excesso faz mal. Inclusive fé e amor.

O que tenho feito é, de fato, atuar com o que acredito que sejam fé e amor. Não só no trabalho. Não só com minha família. O primeiro passo é admitir que, apesar de amar, você é falho. Tratar o que você até então estava dizendo que depositou [sua palavra para fé] e [sua palavra para amor] como tal. Você zela pelo que você ama? Então faça por onde e tenha o cuidado adequado, que não é deixar essa flor uma redoma de vidro. Quando você realmente acredita em alguma coisa você compartilha, certo? Muito além de “shares” e “likes”: você na realidade doa!


Notem que o significado de fé e amor acabam por se misturar. E qual é o meu propósito? Simplesmente compartilhar o pouco do que sou e fazer parte de todos com quem interajo. Pode parecer místico ou “viagem”…, mas é muito simples… Tudo com o que interagimos verdadeiramente tem um pouco de nós, que acabamos por espalhar em essência. Seja pelas artes, pelo conhecimento, pelo código… pela palavra, pelo toque… pelo beijo ou por um simples “bom dia” dito de coração. Dar e receber tudo isso faz um bem danado!

E você? Qual o seu propósito?